(…)
De manhã, fui acordada pelo calor do sola bater-me nas costas nuas. Uma manhã adiantada, talvez já fosse de tarde, não sabia bem. No entanto, à parte a questão do tempo, tudo e a nítido; sabia exactamente onde estava – no quarto luminoso, com a grande cama branca e a luz brilhante do sol a derramar-se pelas portas abertas, esbatendo-se pelas nuvens de rede.
Mantive os olhos fechados. A minha felicidade era demasiado grande para alterar alguma coisa, por mais pequena que fosse. Os únicos sons eram o marulhar das ondas ao longe, a nossa respiração, o meu coração a bater…
Senti-me confortável, mesmo com o sol a queimar. A pele gelada do meu amor era o antídoto perfeito para o calor. Estar deitada sobre o seu peito glacial enlaçada nos seus braços, era agradável e natural. Questionei-me, ociosa, sobre a razão daquele pânico na noite anterior. Todos os receios me pareciam disparatados.
Os dedos de edward percorreram delicadamente os contornos da minha coluna e percebi que ele sabia que estava acordada. Mantive os olhos fechados e apertei-lhe mais os braços em volta do pescoço, chegando-me mais para ele.
Edward não disse nada; os dedos dele continuavam a percorrer a coluna, para cima e para baixo, mal lhe tocando, como se desenhasse umas formas suaves sobre a minha pele.
Ficaria feliz se continuasse ali deitada para sempre, sem jamais alterar aquele momento, só que o meu corpo pensava de maneira diferente. Ri-me do meu estômago impaciente. Ter fome, depois de tudo o que tinha acontecido nessa noite, era uma coisa prosaica. Parecia que descia à terra, depois de pairar no espaço.
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