“Não sou o que escrevo, sou o que tu sentes ao ler-me...”

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não sei .


Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a um cruzamento, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se por acaso precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei... Nem sei para onde vais.. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. 


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Realidade.


"Existem em certas vidas momentos em que as coisas dão uma reviravolta inesperada. Uma espécie de descarrilamento. Começas a vaguear nos teus dias como nas ruas de uma cidade desconhecida. Observas coisas e pessoas que deveriam ser-te familiares e não as reconheces. Não reconheces os acontecimentos e as ocupações que as preenchem.
Perguntas-te quando terá acontecido. Como aconteceu e como chegaste a este ponto. Percorres ao contrário, momento por momento, tudo o que te conduziu até ali. As encruzilhadas, os entroncamentos. Assim, sem te aperceberes, perdes-te na história. Na tua história, naquela que conseguiste reconstruir, lentamente, e que contas a ti própria todos os dias para existires. E só quando voltas atrás percebes que o tempo não é um círculo, mas uma espiral, e que o esforço que fazes para abraçar o passado te projecta de novo com força para o futuro. "

He didn't say a word
He just walked away