“Não sou o que escrevo, sou o que tu sentes ao ler-me...”

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pela ultima vez...

Quando fechei a porta do teu carro e caminhei em direcção a casa não resisti em olhar para trás, com aquele friozinho no estômago talvez por saber que era a ultima vez e na esperança que não o fosse. Tu ainda la estavas, ficas-te a espera que eu abrisse a porta e entrasse em casa, como o fazias tantas vezes. Sempre o admirei em ti, esse cuidado que tinhas ao esperar para teres a certeza que eu ficava “entregue”. O cuidado e atenção que tinhas com as pessoas de quem gostas, era uma das coisas que quanto mais conhecia mais me encantava em ti.
Saberás, com certeza que sempre desejei e esperei que te arrependesses, que voltasses atrás com a tua decisão e me viesses procurar. Foi sempre com esse desejo e esperança que me despedi de todos os laços que mantinha contigo, quando percebi que não conseguia continuar se continuasse a espera de uma oportunidade que não sabia se viria. Mesmo para mim, que nunca soube desistir, desisti de acreditar num futuro onde estivesses presente.
Não te consigo pedir desculpa, quando foste tu quem me abriu a porta.. Mas no entanto tenho a noção que não tenha sido sempre a dona da razão. É difícil não pensar nas palavras más que me disseste, é difícil ver para além da magoa, é difícil aceitar a ideia com que ficas-te de mim e custa-me a acreditar que te magoei, custa-me pensar que para ti fui mais cruel do que aquilo que sou ou alguma vez fui, mas se o fiz peço-te desculpa. Embora saiba que o meu pedido não irá mudar nada, fica apenas a saber que nunca o quis fazer.
Continuo a pensar em ti, mas acho que isso, tu não sabes. Ou porque não queres saber, ou porque não deixei que me conhecesses a esse ponto. Nem eu própria, com toda a certeza que tenho que ainda gosto de ti, posso dizer que te conheço. De facto nós pouco nos conhecemos e eu nunca consegui perceber se isso é bom ou mau, se foi isso que nos prejudicou ou se foi isso que permitiu que houvesse algo para recordar.
Gostava de te mostrar aquilo que tu nunca conheces-te de mim. Em mim, tu despertaste tudo – o lado mais feliz, mais sereno, mais confiante, mais divertido mas também o meu lado mau, cheio de inseguranças. Infelizmente só consigo interpretar tudo o que fizeste da maneira mais triste, mas não te culpo por isso, só lamento.
O tempo ajuda-nos sempre a ver com mais clareza as situações. Se é verdade que continuo a gostar muito de ti e a desejar que dês meia volta e me apareças à frente, não é menos verdade que com o tempo aprendi que não vale a pena correr atrás de quem ainda não está pronto.Tenho a certeza que encontras-te o teu caminho, por isso jamais te chamarei de volta.
Quero, ainda assim, que fiques a saber que não estou a tua espera, mas se vieres prometo receber-te, como da primeira vez. Acredita que fui mesmo muito feliz contigo.