“Não sou o que escrevo, sou o que tu sentes ao ler-me...”

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Até já, Avô


Reescrevi este texto umas 5 vezes até finalmente perceber que ele nunca ia ser lido pelo destinatário. Porque a verdade é que demora sempre algum tempo até nos apercebermos do verdadeiro sentido da perda, do luto que interiormente guardamos.
Há quem leve uma vida inteira a recuperar, há quem nunca recupere...
É algo para o qual nunca estamos preparados e acho que nunca vamos querer estar.
Perder alguém é sempre perder alguém. E esse alguém deixa sempre saudades.
Pois é …
Querido AvÔ… fazia hoje 65 anos, era um “touro” assumido, um homem forte. Sempre lhe elogiei o trabalho e o espírito de sacrifício.  Sempre lhe conheci a garra e a ambição. Sempre conheci um avô que fez o papel de avô e de pai.  E eu agradeço.
Agradeço-lhe pelas lições de vida que me deu e pela mulher que sou hoje.  
Pedir-lhe que continue a olhar por nós é em vão, porque sei que me ouve todas as vezes que falo consigo, sei que está lá, sei que olha por mim e espero que vá acompanhado todas as minhas lutas, assistindo a todas as minhas vitórias e que se orgulhe de mim.

É um dia triste, já passaram 3 meses desde o dia em que nos deixas-te.. Ainda há lagrimas, ainda há saudade.. Fazia hoje 65 anos, por isso parabéns, sei que está bem e isso basta para me confortar o coração. Mais uma vez Parabéns, olha por mim ai em cima.

Foi um exemplo de vida, de luta e coragem.

Sei que estáS onde és feliz... vemo-nos por ai…