“Não sou o que escrevo, sou o que tu sentes ao ler-me...”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Até onde durou?

Lá se vai o tempo em que sabias sempre tudo de cor fosse de que jeito fosse , mas isso agora é completamente mentira , aliás tu nunca soubeste de cor nada de nada . Não te iludas, nunca soubeste nada do que eu realmente pensava, garanto-te... secalhar porque também nunca te disse.
Ensinaste-me a ser mais racional que sentimentalista, e não lamentes isso, hoje vejo-te como um professor, um "sábio" professor... digo isto, porque sabes mais que qualquer mestre, sabes todas as leis do engano e da mentira, sabes de cor todos os passos da dança que quiseste que te conduzisse à ribalta e sabes como fazer tudo "certo" de olhos fechados, e o melhor de tudo isso, é que acho que nem precisaste de ter quem te ensinasse a ser tão absolutamente perfeito no disfarce. não te culpo por nada, a verdade é que também tive culpa em muita coisa, nomeadamente no ponto em que me envolvi nessa mentira, cheguei a um ponto em que ambos jogávamos um contra o outro, para ver quem ganhava mais pontos, quem aguentaria mais tempo na corda bamba que nos alimentava a sede diária por mais e mais, mas ninguém conseguiu vencer, sim ninguém, ambos perdemos ,
Tudo isso deu cabo da pouca ingenuidade que ainda me restava, deu lugar à arrogância que perante ti tantas vezes demonstrava. Quiseste sempre ser mais e melhor, de ser conhecido como a pessoa que nunca baixa os braços , que nunca cai ao chão ou baixa a cabeça... és artista, mas pouco cauteloso, decorei todos os teus truques e manhas, todos os teus pontos fracos e defeitos, decorei cada traço teu e cada fio de cabelo... reconhecer-te-ia de qualquer maneira, saberia de cor todos os teus gestos e palavras, todos os enganos e sentimentos escondidos.
Fica a saber que de mim já não consegues esconder nada, eu por outro lado tenho lados que tu desconheces completamente, és tão previsível que te tornas banal, és das pessoas mais reles que conheci até hoje.
No entanto devo dar-te os parabéns, admito que deixei-me iludir, que em alguns momentos foste mais forte do que eu, não em termos de força mas de inteligência. Sempre te valorizas-te sobre isso, sempre dizes-te que eras o melhor nesse aspecto. Mas agora e sem qualquer tipo de medo eu digo que nunca o foste e eu sei que tu sempre soubeste disso, sabias que por mais que tentasses nunca ias conseguir.
Ficas feliz por pensar que isto é uma guerra na qual tu ganhas-te e eu perdi. E eu fico feliz também sabes, porque no final desta ultima batalha eu posso ter ficado com um braço ou uma perna partidos mas isso com o tempo volta ao lugar. Agora tu quando eu te atacar novamente com as melhores armas que tenho, nem vais ter tempo sequer de te defender e vais cair morto no campo de batalha e nunca mais te vais conseguir levantar.

Porque isto para mim não é um simples jogo ou uma guerra, é a vida real.

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